domingo, 28 de setembro de 2008

Será que ainda dá para o Massa?



Não vi a corrida de Fórmula 1 hoje. Estava participando de uma prova de 10 km (um de meus hobbies) no bairro do Pacaembu. Ao sair do bairro, passei por um ponto de táxi, e nele vi que o taxista estava vendo a prova de Cingapura. Perguntei: "e aí?". E ele: "Massa em 16.0 lugar, a equipe fez lambança com ele". Eu de novo: "Nelsinho e Rubinho, como estão?". O taxista: "Nelsinho bateu e Rubinho abandonou".


Vi que foi melhor mesmo eu não ver a corrida e correr meus 10 km. Mas fiquei muito triste, ainda mais de ver como foram as pataquadas com Massa e Piquet-filho. A ocorrida com Massa é inadmissível para uma equipe que almeja o título. E a de Piquet, inadmissível para alguém que deseja provar que é mais do que um sobrenome famoso.


Lewis Hamilton, agora, nem precisa mais vencer para ser campeão. Dá para Massa buscar? Guiando do jeito que está, dá. Mas precisa de sorte e da equipe. Mas nem precisa a equipe errar de novo: basta chover que as coisas já ficam ruins para o brasileiro e ótimas para o inglês. E uma das provas restantes será em Fuji, no Japão, onde chover é tão fácil quanto dizer que 1 + 1 é igual a 2.


Piquet filho? Acho que a carreira dele na Fórmula 1 durará somente um ano, que é 2008, o atual.


Rubinho? Já devia sair e dar lugar aos jovens que estão loucos para guiar no seu lugar.


O jeito é torcer para que Massa reverta a desvantagem...





segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Disco que gosto 4 - The Rolling Stones ("Still Life")




Esse post poderia também se chamar "como comecei a curtir Rolling Stones"...

Tomei de forma ocasional esse disco (ou melhor, LP) em 1992, quando estava em meu primeiro ano de Unicamp e convalescendo de uma pequena cirurgia. Nunca tinha ouvido nada dos Rolling Stones até então, e um amigo me emprestou para, justamente, eu ter um "parecer"sobre a música dos caras.

Naquele tempo, eu estava em um momento de curtir muito Jimi Hendrix e Doors, no que dizia respeito a rock. Mas quando comecei a ouvir o então quinteto de Dartford (Bill Wyman ainda estava na banda), vi que aquele som tinha muito a ver comigo.

Nos anos seguintes, uma gravadora brasileira relançou os primeiros discos dos Stones, e um amigo meu da Unicamp me gravou algumas fitas (sim, ainda se usava muito as famosas K7) dos CDs que ele adquiriu dessa coleção.

Nem preciso dizer que essa banda se tornou a minha predileta. Tenho tudo deles em CD (até disco pirata americano!), poster, button e camiseta. Cada uma comprada em cada show deles em São Paulo (1995 e 1998).

E, claro, tenho dentre os CDs o "Still Life", gravado em 1982 durante uma turnê americana. Na época em que Mick Jagger nem sonhava cantar em Copacabana, como fez em 2006 (e eu não pude ir ver... mas como eles dizem em uma de suas belas canções, "você não pode sempre conseguir o que quer).

Chega de blá-blá-blá! Quer baixar? Clique aqui: http://sharebee.com/79909eaf

Quer ter uma idéia da coisa? Veja: http://www.youtube.com/watch?v=OJnqT24sNEs (pena que a qualidade do vídeo está ruim).

Um abraço.

Disco que gosto 3 - Pat Metheny Group ("Offramp")



O ano era 1985. Ano de Rock in Rio e de Live Aid. Ano para ninguém botar defeito para os "musicomaníacos", ainda mais quando envolve-se boa música com causa social, como o último festival mencionado.

Naquele ano, a Globo exibiu trechos de cada festival sempre após o Fantástico. Dei-me bem, pois ambos os festivais ocorreram em férias escolares no Brasil (Rock in Rio em janeiro e Live Aid em julho, se estou certo). Em férias escolares, minha mãe não pegava no meu pé por eu ver televisão até tarde.

Bom, sobre o Live Aid (um dia comentarei a respeito do Rock in Rio, ok?), lembro de ter visto o "compacto" com o meu irmão Márcio. E recordo-me perfeitamente dele ficando alucinado ao aparecer no palco um sujeito cabeludo que eu nunca tinha ouvido falar, chamado Pat Metheny. Eu queria ver Queen, Madonna e outros (era o que tocava nos rádios, mesmo nas populares. Bons tempos...).

No dia seguinte, ele me mostrou um LP com capa escura e letras amarelas, dizendo que era do cabeludo que tínhamos visto na noite anterior. E colocou para tocar no Polyvox que tinha no quarto. Eu, habituado a ouvir rádio (e, por tabela, Queen, Duran Duran, Madonna, Marina Lima, Paralamas, Titãs, Davi Bowie, Devo...), achei aquilo apenas mais uma das esquisitices que ele e meu irmão Nilson ouviam.

Quem diria... com o passar do tempo, comecei a gostar das "esquisitices". E um dos LPs que contribuíram para isso foi justamente o do cabeludo que tocou no Live Aid.

Esse disco ganhou o meu carinho principalmente pela participação do percusionista pernambucano Naná Vasconcelos, que contribuiu muito para essa obra. E tive a felicidade de ganhar esse disco (ou melhor, CD) em 2005, como presente de aniversário de um grande amigo meu.

Quer conhecer? Baixe-o aqui: http://rapidshare.com/files/97829804/PMG_OFFRAMP.rar

Quer ver um vídeo de "Are You Going With Me"? Clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=u7Nqxy7f_JA

Um abraço.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ray Charles



Há dois meses, fiz algo que devia ter feito há uns quatro anos: vi o filme "Ray", sobre a vida de Ray Charles, onde o mesmo foi interpretado pelo americano Jamie Foxx.

Não sabia nada sobre a trajetória dele até antes de ver o filme. Claro, o filme certamente "floreia" certas passagens da vida dele, creio eu. Mas isso não me fez diminuir a curiosidade e a vontade de ter alguma coisa dele em casa para ouvir.

EDIT RÁPIDO! Na verdade, até já tinha música dele, mas com os Rolling Stones. Quer ver algo parecido com o que tenho? Clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=OR4V4DKtYec (o que tenho é o do show deles no Brasil).

Bom, comprei a trilha sonora do filme e uma coletânea tripla dele. O que acho? O óbvio: que puta cantor!

Quer conhecê-lo? Se não viu o filme, veja. Se quer ouvir algo dele, baixe aqui: http://coisasfree.blogspot.com/2008/01/ray-charles.html

Um abraço.

Eleições Municipais


Sou um cara cético em muitas coisas. Uma delas é política. Cético, para não dizer descrente totalmente. Não é para menos, né? Creio que não preciso esmiuçar o porquê disso.


Moro em Taboão da Serra há cinco anos e meio e trabalho em São Paulo há dez anos e meio. Mas voto em Santos ainda, pois considero isso como forma de manter um vínculo com a cidade que tenho e moro no coração.

Além do mais, olho os políticos que comandam tanto São Paulo com Taboão da Serra e todos eles me fariam facilmente anular meu voto.
Em todo esse tempo, Taboão da Serra continua rigorosamente a mesma coisa. E da forma calamitosa como ocorre a propaganda política aqui, creio que só mesmo alguém sem total noção das coisas pode levar a sério qualquer candidato daqui.

Sobre São Paulo, passo todo dia por muitos (mas muitos mesmo) miseráveis, drogados e indigentes, por conta de trabalhar em Campos Elíseos. Passeio às vezes no Anhangabaú e Largo São Bento, e tudo está praticamente igual ao que vi quando comecei a trabalhar em São Paulo. Assim, quando ouço Marta falar no rádio, vejo Alckmin na televisão e encontro panfletos de Kassab na rua, bate-me uma revolta tremenda por conta de tanto cinismo e cara de pau de todos eles e demais candidatos.

No mesmo período, minha terra natal evoluiu tremendamente. A cidade está bem melhor (ainda que precise arrumar sensivelmente a parte do Centro Antigo e outras áreas) e há gente séria trabalhando de forma razoavelmente transparente.

Os políticos de Santos são melhores? Não. Santos teve sorte de ser comandada por gente (um pouquinho só) mais séria desde 1996. Só isso. Simples assim.

Tá, vou causar polêmica. Mas é o que penso, perante o que constato.

Um abraço.

Richard Wright



Descanse em paz, Richard.

E você, caro leitor, antes de deitar, ouça/veja porque o Pink Floyd não era só Roger Waters ou David Gilmour...

http://www.youtube.com/watch?v=lBWY3bli92Y

Disco que gosto 2 - Chico Buarque de Hollanda ("Chico Buarque")
















Quando pequeno, sempre que ouvia coisas como "O Meu Amor" e "Feijoada Completa" sabia que o fim de semana tinha chegado. Sinal que todos de casa estavam devidamente dentro da Brasília marrom do meu pai a caminho de São Vicente, Itanhaém ou Peruíbe para passar o dia inteiro (ou só à tarde) na praia ou na casa de pessoas diversas, algumas das quais hoje já falecidas.

Bons tempos onde minha vida era a de uma criança normal da época: andava de bicicleta, corria atrás da minha cadela cocker Laiza, brincava.

Em minha incipiente vida, nem imaginava o que Chico dizia em "Cálice" e "Apesar de Você". Muitos anos e cabelos na cabeça a menos depois, o que antes representava fundo para lembranças de infância passou para uma admiração grande. Cantar o que ele cantou em plena ditadura não é para fracos.

Gosto muito de Chico, a despeito de sua voz, que sempre fizeram grande parte das pessoas torcer o nariz.

Esse disco, feito em 1978, é um bom referencial do talento de Chico Buarque. Quer conhecer? Vá no http://saladeestarchicobuarque.blogspot.com/feeds/posts/default?start-index=26&max-results=25 e descubra essa e outras obras do grande Chico.

Um abraço.

Discos que gosto 1 - César Camargo Mariano ("São Paulo, Brasil")


Um cara o qual eu confesso nunca mais ter ouvido qualquer menção é César Camargo Mariano. As últimas que li ou ouvi foram sobre suas composições para algumas novelas da Globo, e em conversas de bar. Menções, por sinal, péssimas, onde a mais branda foi: "ele se tornou um cara comercial, só pensa em ganhar dinheiro com suas peças para personagens de novela das 8".
Tremenda injustiça. Mesmo as canções ditas comerciais são bem interessantes. Claro, minha opinião tem um tremendo viés; eu o ouço desde que o "3 em 1" Polyvox de meu irmão chegou em casa e, com isso, um mundo de músicas diferentes passou a fazer parte do cotidiano do simpático sobrado localizado no bairro santista do Embaré onde meus pais residiam (e residem até hoje).
O que tenho dele com carinho hoje em minha humilde "discoteca" é um gravado em 1978, cuja capa você, meu amigo, vê nesse post. Canções como "Metrópole" eu ouço até mesmo quando corro na esteira ergométrica de casa.
Se voce gosta de uma boa música instrumental, esse disco é presença obrigatória. Se não curte, ao menos conheça e me diga, se quiser, o que achou.
Bom proveito e um abraço.

Agora vai!

Pessoal, perdoem-me pela total pisada de bola... Criei o blog, mas logo depois não postei praticamente nada!

Alguns motivos (em ordem decrescente de relevância):

1) Passei a treinar (ou melhor, voltei a treinar) pedestrianismo. Estou no Ibirapuera de segunda à quinta-feira sempre à noite;

2) Precisei formatar meu laptop. Agora, ele está jóia;

3) Minha conexão à internet estava uma bosta, agora está legal;

4) Às vezes, chego exausto em casa.

Creio que agora vou conseguir colocar alguns postas semanalmente, provavelmente entre sexta-feira e domingo. Mas desta vez vai!

Abraço.

domingo, 29 de junho de 2008

Estamos aí!

Alguns amigos meus, distantes e próximos, me sugeriram abrir um blog assim que eu tivesse oportunidade. Sempre me disseram que eu tinha bastante a contar para os outros, principalmente no que dizia respeito a música e esportes a motor, mas também em outras coisas.

Sentindo-me honrado pelos elogios, por vezes até tinha vontade de fazer isso, até mesmo porque sou leitor freqüente de diversos blogs. Mas somente agora resolvi de verdade começar a brincadeira, para ver no que dá.

O nome para o blog, confesso, foi um dilema. Mas uma vez que tudo isso é, por ora, um passatempo, resolvi adotar a expressão usada por um ex-colega de trabalho, que sempre definia algo insólito (seja em trabalho ou em diversão) como "um sapo de Lambreta".

Vejamos até onde isso vai.

Espero que você, caro leitor, conhecido ou não, goste.

Um abraço.